ON: Carta pela democracia

 

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    A cada hora que te escrevo, o desespero só aumenta, Allan. Eu tô me sentindo um lixo, um lixo por ter brincado com a vida de alguém, eu cheguei a conclusão de que eu serei processado mesmo. Entrei na faculdade esse ano, sou o único da minha familia a conseguir isso, e não poderei dar o gosto de felicidade para a minha mae de me ver formado, pois estarei preso, por uma estupidez que cometi. Eu não sei onde eu tava com a cabeça, juro que não sei, sabe quando o desespero bate ao ponto de você sentir o seu corpo se desmanchando e a vontade é sumir? Morrer? Eu andei até uma ponte aqui perto de casa e pensei seriamente em me jogar, mas daí vem minha irmanzinha na cabeça e minha mae, e o quanto elas ficarão desapontadas comigo. O quanto eu farei minha familia sofrer se matando, ou sendo processado. 

    Allan, isso não é drama de alguém que quer atenção não, eu juro para você que não. Só peço por favor, me dá uma segunda chance? Não deixa eu morrer sem me tornar um professor de História que sempre sonhei não, por favor. Eu não ligo por estar no pandlr, eu juro, por mim, você me excluiria de lá, e aquele laranja maldito que fiz ontem.

    Só exclua esse tópico, por favor Allan, por favor.

    Eu não quero morrer sem ter amado, eu não quero morrer sem ter me formado, eu não quero morrer. E a culpa não é sua, não é de ninguém, é minha. Tava tudo programado para eu sair do pandlr de vez, eu pedi o ticket de exclusão três semanas atrás, se ele tivesse sido aceito, na quarta-feira que vem eu ainda estaria vivo.

    Allan, sabe o que mais me dói? É que a noticia da minha morte vai ser celebrada por algumas aqui no pandlr, e eu sou uma pessoa legal.

    Só que por conta de um erro, serei marcado pela eternidade, morrerei como o rapaz que desfez o casamento de duas pessoas maravilhosas, morrei como aquele que manchou a honra de alguém.

    Eu já tinha sido pegadora antes, e não senti nenhum pouco de arrependimento em enganar pessoas desse jeito, hoje to me sentindo um lixo.

    Não fui eu quem o peguei, mas o que adianta? Eu cometi a estupidez de tê-lo jogado no seu site, que você se esforça tanto para manter.

    Desculpa Dexter, desculpa Sansa. 

    Eu sei que esse texto será motivo de piada para vocês, como os outros foram, mas eu faço qualquer coisa para ter uma segunda chance, qualquer coisa. Até ser escravo de vocês para o resto da vida.

    Só quero não ter que olhar para cara da minha mae, e sentir o desgosto que ela terá.

    Allan, por favor. Me ajuda. São as palavras mais sinceras que escrevi em toda minha vida. 

    Não sou a morticia como disse, tadinha, fiz o que ela fez comigo uma vez. E que babaca eu sou.

    Allan se você puder ao menos conversar comigo, ainda que não apague, mas esse silêncio tá me matando.

    Me dá uma segunda chance?

    Meu maior desespero é não ter dinheiro para arcar com um processo desses, eu não tenho nada nessa vida. Só meus pais mesmo, e a minha faculdade que eu passei.

    Pelo amor naquilo que você acreditar, Deus, Universo ou o que for.

    Apaga esse tópico, por favor, eu faço o que vocês quiserem.

    amebo

    bjorkcomercio

    Cada hora que te escribo, la desesperación solo aumenta, Allan. Me siento como basura, basura por jugar con la vida de alguien, llegué a la conclusión de que realmente seré procesado. Entré en la universidad este año, soy el único en mi familia que lo logra, y no podré darle el sabor de la felicidad a mi madre para verme graduarme, porque estaré encarcelado por una estupidez que cometí. No sé dónde estaba mi cabeza, te juro que no lo sé, ¿sabes cuándo la desesperación llega al punto en el que sientes que tu cuerpo se desmorona y la voluntad es desaparecer? ¿Muerte? Caminé hasta un puente cerca de mi casa y pensé seriamente en lanzarme, pero luego viene mi hermana pequeña sobre mi cabeza y mi madre, y lo decepcionados que estarán conmigo. Cuánto haré sufrir a mi familia matándose o siendo procesada.

    Allan, este no es el drama de alguien que quiere atención, te lo juro que no. Solo pregunto, por favor, ¿puedes darme una segunda oportunidad? No me dejes morir sin convertirme en profesor de historia con el que siempre he soñado, por favor. No me importa porque estoy en el pandlr, te juro, por mí mismo, me excluirías de allí, y esa maldita naranja que hice ayer.

    Simplemente elimina este tema, por favor, Allan, por favor.

    No quiero morir sin haber amado, no quiero morir sin haberme graduado, no quiero morir. Y no es culpa tuya, no es de nadie, es mía. Todo estaba programado para que dejara el pandlr de una vez por todas, pedí el boleto de exclusión hace tres semanas, si hubiera sido aceptado, el próximo miércoles seguiría vivo.

    Allan, ¿sabes qué es lo que más me duele? Es solo que la noticia de mi muerte será celebrada por algunos aquí en pandlr, y soy una buena persona.

    Pero debido a un error, estaré marcado por la eternidad, moriré como el niño que deshizo el matrimonio de dos personas maravillosas, morirá como el que manchó el honor de alguien.

    Ya había sido receptor antes, y no sentía ningún arrepentimiento por engañar a la gente así, hoy me siento como basura.

    No fui yo quien lo atrapó, pero ¿cuál es el punto? Cometí la estupidez de haberlo jugado en tu sitio, que te esfuerzas tanto por mantener.

    Lo siento Dexter, lo siento Sansa.

    Sé que este texto será una broma para ti, como lo fueron los demás, pero haré cualquier cosa para tener una segunda oportunidad, cualquier cosa. Hasta que sea esclavo de ti por el resto de tu vida.

    Solo quiero no tener que mirar la cara de mi madre y sentir el disgusto que tendrá.

    Allan, por favor. Ayúdame. Estas son las palabras más sinceras que he escrito en toda mi vida.

    No soy la morticia como dije, pobrecita, hice lo que ella me hizo una vez. Y qué imbécil soy.

    Allan, si al menos puedes hablar conmigo, aunque no se apagues, pero este silencio me está matando.

    ¿Puedes darme una segunda oportunidad?

    Mi mayor desesperación es no tener dinero para permitirme tal demanda, no tengo nada en esta vida. Solo mis padres y la universidad que pasé.

    Por amor a lo que crees, Dios, Universo o lo que sea.

    Elimina este tema, por favor, haré lo que quieras.

    perspective

    Omni hora ad te scribo, sola desperatio crescit, Allan. Quisquilia sentio, rudera quod aliquis cum vita lusimus, ad conclusionem venio quod exequar. Hoc anno collegium intravi, solus sum in domo mea ut perficiam illud, et matri meae gustum felicitatis dare non potero me graduatum videre, quia in carcere ero, ob stupiditatem. Commisi. Nescio ubi cogitarem, nescire me iuro, scisne desperatio punctum attingit ubi corpus tuum discidium sentis et evanescere vis? Mori? Hic ad pontem prope domum meam ambulavi et serio cogitabat de saliendo, sed tunc venit parva soror mea in capite meo et mater mea, et quomodo confundentur in me. Quam ego familiam patiar necando, vel facto.

    Allan, hoc drama non est ab aliquo qui attentionem vult, imo tibi nihil iuro. Modo, quaeso, quaeso, cedo alterum casum? Ne peream sine praeceptore historiae factus sum semper somniavi, amabo. Nil moror ut in pandlr, memet iuro, me inde excludere, et quod heri feci aurantiacum damnare.

    Modo hunc locum dele, quaeso, Allan, quaeso.

    Mori nolo sine amore, mori nolo sine lecto, mori nolo. Culpa tua non est, culpa nullius est, mea est. Omnia mihi accedebant ut pandlr excederem pro bono, tessera exclusionis ante tres septimanas postulavi, si accepta esset, proxima quarta feria adhuc viverem.

    Allan, scis quid mihi maxime nocet? Suus 'iustus nuntius mortis meae ab aliquo hic in pandlr celebrabitur, et ego bellus homo sum'.

    Solus propter errorem in aeternum notandus ero, moriar ut puer, qui duorum hominum mirabiles nuptias rupit, morior sicut ille qui honorem alicujus infamavit.

    Prius susceptor fui, nec ullam me paenitet fallendi tales homines, hodie sicut lutum sentio.

    Non me qui cepit, sed quid opus? Stultus eram satis proiicere in locum tuum, quod tam difficile tueri conaris.

    Ignosce Dexter, dole Sansa.

    Scio hunc locum iocum tibi fore, ut alii fuerunt, sed quidvis faciam ut alter casus, quidvis. Donec servus sum ad vitam tuam.

    EGO iustus volo matris meae vultum non intueri et cordis contritionem sentiet eam habebit.

    Alan, quaeso. Iuvat me. Haec sunt sincerissima verba quae semper in vita mea scripsi.

    Non sum morticia sicut dixi, pauper, feci quod fecit semel. Et quid culus sum.

    Allan si saltem loqui potes mihi, etsi non niger, at silentium me necat.

    Da mihi fortunam secundam?

    Maxima desperatio mea non habet pecuniam pro tali processu, nihil habeo in hac vita. Parentes mei, et collegium meum peragravi.

    Caritas enim quae credis, Deus, universi sive.

    Hunc locum dele, quaeso, faciam quod vis.

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