[Tira e Bota Especial] MADONNA – Ray of Light [1998]

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    FA Wolf

    01. Drowned World/Substitute For Love 
    02. Swim 
    03. Ray Of Light 
    04. Candy Perfume Girl 
    05. Skin 
    06. Nothing Really Matters 
    07. Sky Fits Heaven 
    08. Shanti/Ashitangi 
    09. Frozen 
    10. The Power Of Good-bye 
    11. To Have And Not To Hold 
    12. Little Star 
    13. Mer Girl 

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    A amadurecida spiritual girl mostrou sua excelência incontestável numa sonoridade experimental que emanava da parceria com o mestre dos soundscapes eletrônicos, William Orbit, além de cravar a elegância de gueixas e samurais de quimonos hi-tech na galeria eterna de personagens seus que povoam o imaginário pop. Evocando as forças da natureza e levando à risca os ensinamentos milenares dos profetas, M dissipou seus fantasmas na harmonia de ambientes sônicos e se voltou para o essencial, para a singeleza do sentimento, para a família. “ROL” é, enfim, uma mensagem de paz. 

    Para construir suas peças, M contou com um amplo conjunto de técnicas espaciais, que vão do controle dos sensos de tempo e de espaço com sonoridades atmosféricas à distorção digital que metaliza a voz do nosso mito, como um sinal desvirtuado no cosmo. Tudo isso se juntou a belas metáforas, puras - como o amor que voa como um pássaro no céu (“Frozen”) - ou com um quê de malícia - como o veneno mágico do perfume adocicado (“Candy perfume girl”). “ROL” vai à Cabala à busca da paz de espírito e do autoconhecimento, uma viagem tão profunda que às vezes não faz sentido numa língua que não seja a original do Oriente (“Shanti/Ashtangi”). 

    As 13 obras etéreas e sublimes buscam um novo entendimento do universo, uma relação mais absoluta entre o material e o espiritual, o céu e o paraíso (“Sky fits heaven”, com vantagem a melhor faixa do álbum). Assim, surgiram palavras de fé para abrir um novo sentido, uma outra lógica que nos purificasse das restrições que impomos a nós mesmos e assim mergulharmos no máximo do amor. M ampliou a abordagem de uma crítica sociopolítica presente nos álbuns anteriores para uma sondagem mais consistente da alma humana, uma busca da nossa verdadeira identidade, uma aceitação dos nossos desejos e um exorcismo das nossas culpas. 

    Enfim, com “ROL”, pudemos conhecer mais de nós mesmos, um exercício difícil que M executa com maestria em relação à sua própria vida, como na análise da degradação sentimental promovida pela fama (“Drowned world / Substitute for love”); da importância menor dos bens materiais (“Nothing really matters”); do desejo reprimido (“To have and not to hold”); do amor que é salvação (“Skin”), mas também é deixar seguir (“The power of goodbye”) e da descoberta da alegria absoluta com a maternidade (“Little star”). O álbum não deixa de lado a crítica à esquizofrenia e à efemeridade da vida pós-moderna que nos aliena de nossos prazeres (“Ray of light”) e nos torna seres embrutecidos (“Swim”). E o desejo que nos possui de correr de uma vida que não nos pertence, mas a que nós pertencemos (“Mer girl”). Enfim, “ROL” sintetiza o desejo de libertação em relação à angústia de se viver num mundo de certezas voláteis. 

    Porém, tão lindo quanto o material que entrou no álbum foi o deixado de fora. O lirismo eletrônico de “Like a flower” - com uma sintaxe muito parecida à de “King of pain” - é a lágrima que poderia ter consolidado a vertente mais introspectiva e triste do álbum numa dialética permanente com “The power of goodbye”, cujo conteúdo é bem parecido com a excluída - porém mais rápida - “Gone gone gone”. As propostas distintas de “Flower” e “Goodbye” - um amor que fica e um amor que segue - poderiam pintar o retrato de uma alma atormentada, mas, no álbum da paz, não havia espaço para o conflito. M queria estabilidade. Talvez, por essa mesma razão, a corrosiva - porém linda - “Revenge” tenha sido deixada de lado. Mas pena mesmo foi a belíssima “No substitute for love” ter sido deixada de lado por “Drowned world / Substitute for love”, que, apesar das pequenas alterações na letra que lhe deram maior realismo, perdeu o tom lírico da canção excluída (uma melodia infinitamente melhor que a de “Drowned world”). 

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    CURIOSIDADES:


    » No dia 14/02/98, Dia dos Namorados americano, Madonna fez uma performance de 3 músicas no club Roxy, em Nova Iorque.

    » “Skin” era chamada de “Flirtation Dance” e seria o último single de “Ray Of Light”, mas teve seu lançamento cancelado devido à canção “Beautiful Stranger”.

    » 'Ray Of Light' Recebeu o prêmio de “Melhor Álbum do Ano” no MTV Europe Music Awards 98, e ainda 6 indicações ao Grammy ganhando delas, incluindo “Melhor Álbum Pop do Ano”.

    » Lançado no Japão, “Ray Of Light” possui uma canção a mais: “Has To Be”, uma belíssima balada. Madonna fez questão de ter 13 músicas em seu álbum, pois diz ser seu número de sorte.

    » 'Ray Of Light' atingiu o 2º lugar na parada da Billboard e permaneceu durante 2 semanas.

    » “Drowned World” e “Mantra” foram dois nomes que Madonna pensou em batizar “Ray Of Light”, mas desistiu do primeiro por ter conotações de “afundar” e o segundo por não se encaixar totalmente à proposta do álbum.

    » Originalmente, “Frozen” não seria o primeiro single de “Ray Of Light”, mas a decisão foi certa e o single fez sucesso absoluto em diversos países, ficando em 2º lugar na parada

    » A música “Sepheryn” escrita por Olive Muldoon e Dave Curtis é o nome original de “Ray Of Light”. William Orbit tinha os direitos da canção apresentou-a à Madonna, que organizou a letra, reescreveu e acrescentou novos versos, além de novos arranjos. A versão que conhecemos é uma edição, o produto final tinha mais de 10 minutos!

    » No clipe de 'Ray Of Light' para que Madonna dançasse aceleradamente e parecesse cantar normalmete, o diretor filmou a cantando lentamente e depois acelerou a imagem.

    » No clipe de 'The Power Of Good-Bye', Madonna nunca saiu do estúdio para filmar. As cenas que ela anda pela praia foram feitas em uma esteira. As externas foram feitas por uma dublê.

    » Madonna estava muito triste no dia da gravação da canção “Swim”. Seu amigo Gianni Versace acabara de ser assassinado por um garoto-de-programa. A data: 15 de julho de 1997. 

    » Foi doloroso o processo de composição de 'Ray Of Light'. Primeiramente Madonna compôs e produziu várias faixas com Pat Leonard, Robert Miles, Rick Nowels e Greg Fitzgerald, mas depois que ela ouviu o trabalho de William Orbit, mudou completamente de idéia e deu nova direção ao álbum. Veja a carta que ela escreveu para Pat Leonard falando sobre isso: 

    “Pensei muito sobre o que vou fazer com as músicas que fizemos. Sempre quis fazer um álbum com Nellee Hooper porque gosto muito da sonoridade de seus álbuns. Pensei então em fazer o resto do álbum com você mas depois refletindo decidi que não queria um disco com dois produtores diferentes. 
    (…) Mandei as demos para Nellee, que apesar de não ser compositor, disse que teria que fazer algumas alterações nas canções que tinha ouvido e portanto ia querer o crédito de co-autor, o que me deixou doente! 
    Quando estava em NY encontrei William Orbit que me mostrou algumas faixas que ele tinha produzido e fiquei louca. Acabamos fazendo algumas faixas juntos mas ainda não assinamos. Preciso te confessar que estou apaixonada pelo som dele e queria que você soubesse disso primeiro. 
    (…) Espero que você não fique chateado com essa decisão. Amei trabalhar com você de novo. Você é um músico e compositor brilhante pelo qual tenho muito respeito. Você já me disse que estaria bem independente da decisão que eu tomasse. É óbvio que se algum daqueles materiais que produzimos juntos for usado você será creditado e compensado. Te manterei informado. Estarei em casa na segunda, se quiser ligar para conversarmos fique a vontade. 
    Cuide-se, com amor, Madonna” 

    » Aquela mulher que flutua no céu durante o clipe de “Frozen” é um manequim. 

    » Durante a gravação de “Frozen“, William Orbit usou latas de lixo para definir o exato som da percussão. 

    » A voz do começo da música “Drowned World” é de Rod McKewan e foi tirada de uma entrevista que ele deu no rádio. 

    » O título original de “Skin” era “Flirtation Dance”.

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    que linda

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    Laura Fernandes

    Apropriação cultural do pop


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    Nem tenho o que comentar. Faltam palavras para a perfeição desse álbum, então vamos ao que interessa:


    BOTO: Frozen, por motivos de ser do caralho e a minha preferida da Madonna ever, forever, whenever werever


    TIRO: nenhuma, e bOLSONARO VAI TOMAR NO CU

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    TIRO: nenhuma, e bOLSONARO VAI TOMAR NO CU

    TEM QUE TIRAR, SIM


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    FA Wolf

    TIRO: Mer Girl então, só pelo motivo de que ela acaba

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    Laura Fernandes

    Como eu já disse (e o Supposed Former Infatuation Junkie da Alanis, curiosamente lançado no mesmo ano e seguindo essa tendência, além de também tratar de espiritualidade e libertação, é prova), amo essa junção de sons orientais com música eletrônica e rock… esse disco como um todo me agrada, ainda que eu não ame todas as músicas, pela sua energia zen e atemporal


    Hinões: Frozen, The Power Of Goodbye, Shanti/Ashitangi, Sky Fits Heaven e To Have And Not To Hold 



    BOTO: não existe outra no universo pra escolher que não Frozen, minha favorita dela e uma das minhas favoritas de todos os tempos, que me marcou muito sonoramente e visualmente desde novinha, HINÃO


    TIRO: não curto muito Candy Perfume Girl, mas tiro Little Star porque é chata, chata, chata


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    Laura Fernandes

    Até visualmente essa era é linda, que pisão nas eras gore do passado


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    Laura Fernandes

    The Power Of Goodbye sempre me faz chorar lembrando dos entes queridos que perdi


    There's nothing left to lose
    There's no more heart to bruise
    There's no greater power
    Than the power of goodbye


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