OFF: Quantas empregadas as divas pops devem ter?

 

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    Regina agora é 9

    a celina dion tem cara de ter umas 3

    a xtina com aquela casa umas 5

    a katy?? hmm 1

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    Federico

    a shania uma, a celine pra servir

    comenta @cherry

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    Regina agora é 9

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    luc - after hours aoty

    a nelly nenhuma, pois é ela mesmo

    comentah @nintendo64

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    @luc

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    Buttery | DL Future Nostalgia - CG2022

    Minha mãe era empregada doméstica na década de 1970. Faxineira. Numa das casas, a patroa queria que as pedras do quintal, porosas, ficassem brancas. Era preciso esfregar muito. Com sabão em pó e água sanitária, que chamávamos "água de lavadeira". Os pobres são convidados a encontrar o seu lugar já no vocabulário. "A linguagem é um vírus". A educação pelas pedras.

    A essa casa, tinha uns 10 anos, eu ia junto. A mãe tinha dores nas costas. Eu ajudava a esfregar o quintal. Ficava branco como leite. Nem pecado tributável passaria por ali.

    Ela, então, molhou as pedras com a mangueira e as salpicou de Omo, aos poucos, em pequenas veredas. Pobre economiza sabão em pó alheio porque o desperdício ofende algo mais do que o bolso do patrão: agride o senso de sobrevivência. Peguei, moleque meio enfezado, a vassoura de piaçava para esfregar com força. Tem de ficar branca. Como leite. Sem pecado nem perdão.

    Talvez fosse desnecessário acrescentar pitadas da Faça login ou cadastre-se para visualizar este conteúdo.. Ou de "Feios, Sujos e Malvados", de que o filme coreano é caudatário, para informar: já tínhamos comido de pé, na cozinha, macarrão lavado com água de salsicha. Não era uma comida, mas um clichê. Como em "Parasita". Como em "Feios, Sujos e Malvados". Ettore Scola veio bem antes, admita-se, e era muito mais transgressor. Mas nós não queríamos roubar nada nem buscávamos intimidade.

    A patroa viu a mãe polvilhar o sabão em pó. Gritou: "Tá pensando que eu sou a dona da fábrica de Omo? Você sabe quanto custa?" Ódio de pobre. Não havia desperdício. É que ela nos via como parasitas da sua riqueza. No fim das contas, o que a ofendia é que aquele serviço custasse uma diária.

    Há preconceito contra negros no Brasil. Há preconceito contra mulheres no Brasil. Há preconceito contra gays no Brasil. Há preconceitos no Brasil. O maior de todos, o mal talvez incurável, a canalhice insofismável, o ódio primordial, o medo primitivo é um só: de verdade, "eles" – permitiam-me as aspas, que eu mesmo costumo combater – odeiam os pobres.


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    Cloud, mudando de sexo

    De 5 pra cima.

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