ENEM: Vejam as mudanças para o próximo ano, novo formato.

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    Ansiosos para o novo ENEM?

    “Ele cobrará alta capacidade de raciocínio: em vez de uma questão de física para avaliar o conhecimento de cinética, por exemplo, a ideia é perguntar ao aluno como esse capítulo da física pode ajudar a resolver problemas ambientais. E, adianto aqui, o desenho do exame que deixarei para a próxima gestão terá ainda uma segunda etapa, esta sim bem mais específica. Quem quiser cursar engenharia fará apenas a prova de ciências da natureza; quem mirar história ou geografia será avaliado nas ciências humanas. Atualmente são 180 questões. Planejo enxugar para pouco mais da metade disso. O plano é que entre em vigor em 2020.”

    Maria Inês Fini.

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    2020*

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    ou seja, vai virar um vestibular tradicional

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    Que Deus me livre dessa bosta em janeiro


    Eu imploro


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    Quem quiser cursar engenharia fará apenas a prova de ciências da natureza;


    se as questões vão diminuir de 180 para menos de 100 e as pessoas só vão fazer de áreas específicas então as questões devem tender a serem mais difíceis

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    Kheops | ‪#1 solo é essencial
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    ou seja, vai virar um vestibular tradicional


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    baixaria

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    ou seja, vai virar um vestibular tradicional


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    Uerj amoooor

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    https://veja.abril.com.br/educacao/o-enem-vai-mudar/

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    chacota

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    Pocs. Alguém aqui já fez FUVEST? Ou irá fazer?

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    Doutora em ciências, fundadora e ex-professora da Faculdade de Educação da Unicamp, a paulista Maria Inês Fini, de 70 anos, é também a "mãe do Enem". Nos vinte anos de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio, que abre as portas para o ensino superior, ela participou da idealização e coordenação de oito provas, três delas como presidente do órgão responsável, o Inep, ligado ao Ministério da Educação.

    Com esse extenso currículo, Maria Inês era um nome pouco conhecido do grande público até o novo presidente ser eleito e ela se ver no olho do furacão: foi criticada por Jair Bolsonaro por "incluir ideologia e politicagem" no teste. "É preciso mudar", bradou ele, demolindo as chances de ela assumir o MEC, como chegou a ser cogitado. Mudança é exatamente o que Maria Inês tem em mente para o Enem, mas sem a interferência indevida do governo.

    Nesta entrevista a VEJA em seu gabinete, em Brasília, ela adianta pontos de um projeto que deixará para o exame de 2020 e analisa o contexto que abriu caminho para os ataques de que foi alvo.

    Já é público que o Enem vai mudar, mas pais e alunos estão ansiosos para saber como. O que a senhora pode adiantar sobre a nova prova? Primeiro, a carga sobre o aluno vai diminuir porque a filosofia da prova será outra. O Enem de hoje é bem elaborado, mas essencialmente conteudista, fincado em um modelo enciclopédico de escola. Os estudantes precisam saber tudo de todas as áreas com profundidade, ainda que um vá seguir a carreira de médico e outro opte por sociologia ou economia. No novo exame, haverá uma primeira etapa igual para todos, só que ela não exigirá um mergulho tão repleto em detalhes, nomes e decorebas. Testará, isto sim, a capacidade do aluno de combinar vários conhecimentos para chegar a uma resposta. Que não se confunda isso com superficialidade: a prova será interdisciplinar porque é assim que o mundo caminha.

    Só para ficar claro, não haverá mais prova específica de química ou física? Com essa divisão por áreas, não. Mas química e física, assim como história, geografia, português, tudo será cobrado em questões que englobem conceitos presentes nessas disciplinas.

    Como garantir que o novo Enem não ficará mais raso? Ele cobrará alta capacidade de raciocínio: em vez de uma questão de física para avaliar o conhecimento de cinética, por exemplo, a ideia é perguntar ao aluno como esse capítulo da física pode ajudar a resolver problemas ambientais. E, adianto aqui, o desenho do exame que deixarei para a próxima gestão terá ainda uma segunda etapa, esta sim bem mais específica. Quem quiser cursar engenharia fará apenas a prova de ciências da natureza; quem mirar história ou geografia será avaliado nas ciências humanas. Atualmente são 180 questões. Planejo enxugar para pouco mais da metade disso. O plano é que entre em vigor em 2020.

    "As críticas são resultado de uma leitura superficial e preconceituosa da prova. Elas tratam o jovem como
    se ele precisasse ser mantido em uma redoma e subestimam o seu discernimento"

    A troca de governo não representa um risco para esse projeto? O presidente eleito e seu ministro da Educação podem pensar de maneira diferente, claro, mas esse novo Enem é fruto de um debate maior, sobre o propósito da escola e como torná-la mais atraente e moderna, que vem se desenrolando há duas décadas entre educadores, instituições e a sociedade de modo geral. Ele é reflexo da nova base nacional comum curricular e pertence ao mesmo pacote de mudanças do ensino médio, que será reformado para ficar mais flexível e adaptado aos interesses de cada aluno. Na semana passada, foram aprovadas diretrizes que já preveem caminhos distintos para o jovem dentro do sistema educacional. A reforma deve ser aprovada até o fim do ano, se tudo der certo. Minha expectativa é que o novo Enem seja referendado em seguida.

    O último Enem foi bombardeado por críticas, inclusive do presidente eleito Jair Bolsonaro. As mudanças que a senhora sinaliza têm alguma relação com isso? De jeito nenhum. Elas estão sendo pensadas há tempos, justamente para que a prova seja menos massacrante e converse com um ensino médio mais voltado para o século XXI – uma era em que capacidades so­cioemo­cionais, como tolerância, compreensão sobre a diversidade e o trabalho em equipe, precisam ser mais do que nunca desenvolvidas.

    Bolsonaro afirmou que vai querer ler todo Enem antes de ser aplicado. É uma tradição presidencial?Até onde eu sei, nunca nenhum presidente, nem mesmo ministro, manifestou esse desejo. As mudanças em curso – o novo ensino médio, a base curricular – darão uma lufada de modernidade às escolas. Os ajustes passam pelo Conselho Nacional de Educação, um órgão respeitado, no qual nunca se ouviu falar da intervenção de um presidente em decisão alguma. Espero que o rito seja mantido.

    A senhora vê algum mérito nas críticas ao último Enem? Honestamente, nenhum. Acho que as críticas são resultado de uma leitura ora superficial, ora preconceituosa da prova. Elas tratam o jovem como se ele precisasse ser mantido em uma redoma e subestimam sua capacidade de discernimento. Vejo a agressividade dessas reações como mais uma manifestação do clima de torcida de futebol que infelizmente se instalou no país. Parece que a campanha eleitoral não terminou.

    Uma das questões que geraram mais polêmica neste Enem trazia no enunciado o pajubá, dialeto LGBT. Muita gente se queixou de que era uma referência dispensável. Isso a fez refletir? Refleti e cheguei à mesma conclusão de antes, quando eu mesma aprovei a questão: não tem absolutamente nada de errado nela. O objetivo da pergunta era avaliar se o aluno conhecia a definição de dialeto. Poderia ter citado outro exemplo, claro, mas por que não este? Por que, afinal, soou tão ofensivo? Não ouvi nenhum argumento racional que me fizesse mudar de ideia sobre o tema.

    Muita gente se queixou do fato de Eduardo Galeano, escritor uruguaio identificado com o pensamento de esquerda, ter aparecido em duas questões. Não seria o caso de variar a fonte? Não concordo. As duas referências faziam sentido e por isso estavam lá, bem como citações a outros tantos autores, como Graciliano Ramos, Clarice Lispector e Guimarães Rosa. Acho que o Enem acabou virando uma oportunidade para certas pessoas buscarem estrelismo na mídia. E o tiroteio não foi dirigido apenas contra a prova, não. Eu fui pessoalmente muito agredida.

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